Memória e marketing pessoal nas redes sociais

memória e marketing pessoal nas redes sociais

Como as redes sociais, em especial o Facebook e o Instagram estão ressignificando nossas memórias? Qual a relação entre nossa memória e nosso marketing pessoal nas redes sociais?

Hoje pela manhã, o Facebook, usando uma das ferramentas que eu adoro, as “lembranças” me trouxe essa foto de janeiro de 2011 e desencadeou em uma série de lembranças, de momentos, lugares, pessoas, bichos e até de roupas (saudades de entrar nesse casaco ele fechar com facilidade, sabe?):

Se é verdade que nós escolhemos as fotos que publicamos no nosso perfil pessoal e na nossa página profissional, criando uma representação do momento e consequentemente, a nossa própria memória, também é verdade que muitas dessas memórias não seriam ativadas sem essa ferramenta.

Os rastros que nós deixamos nas redes sociais (mesmo um simples like, um clique, uma procura) contribuem para a construção das nossas memórias nas redes sociais.

Esse assunto é estudado por sociólogos, filósofos e cientistas no mundo inteiro e apesar de ser um assunto que me interessa enormemente, não é exatamente isso que eu quero tratar nesse artigo.

Aqui, eu quero ensinar você a (re)ativar suas memórias nas redes sociais e usá-las a seu favor, na construção do seu marketing pessoal, na divulgação do seu trabalho e na aproximação com seu público, ok?

Contudo, se você também se interessa pelo assunto e quer um material mais consistente, ou seja, estudos acadêmicos, confira também esses artigos e livros que eu ando estudando:

Artigo de Silvana DALMASO doutoranda da Universidade Federal do Rio Grande do Sul/RS

A construção da memória nos sites de redes sociais: percepções sobre experiências no Facebook1

Artigo de Rosali Maria Nunes Henriques para o Programa de Pós-Graduação em Memória Social – PPGMS

Os rastros digitais e a memória dos jovens nas redes sociais

Livros:

O filtro invisível: O que a internet está escondendo de você livro de Eli Pariser

A galáxia da Internet e A sociedade em rede de Manuel Castells

Cibercultura e A inteligência coletiva de Pierre Lévy

entre outros grandes estudiosos do assunto.

Memória e negação nas redes sociais

A hiper exposição (e a vigilância) nas redes sociais faz com que nós queiramos apagar algumas memórias, não é mesmo?

Quem nunca fez um comentário desnecessário e se arrependeu depois? Quem não se arrependeu de uma foto, um meme, uma Fake News postada por inocência, displicência ou simples preguiça de conferir a veracidade de uma informação?  

Quem nunca, que deixe o primeiro deslike 😊

Não são poucas as pessoas que eu conheço que decidiram criar um perfil completamente novo, (re) começar “do zero” na tentativa de apagar essas más lembranças digitais.

Outros criaram um segundo perfil “profissional” para falar de negócios.

Tudo bem de você fazer isso? Tudo! A vida e a rede são suas!

Mas

  • e as boas lembranças?
  • E a autenticidade?
  • E a sua responsabilidade digital?
  • E a veracidade do seu perfil e das suas intenções?

Nada disso conta?

Tanto o Facebook quanto o Instagram têm ferramentas para que nós mesmos possamos estabelecer limites entre o pessoal e profissional, o privado e público, entre o que queremos ou não ver, com quem queremos ou não nos relacionar em qual esfera.

Essa foto, por exemplo, está em um dos meus álbuns de fotos, o qual só têm acesso uma lista específica de contatos meus no Facebook.

Mesmo que você procure o meu perfil pessoal, que me faça um pedido de amizade e eu aceite, ainda assim, é bem provável que você não tenha acesso a este álbum.

Como separar o pessoal do profissional nas redes sociais?

O ideal é que você entenda (e aplique) que amigos são amigos, contatos são contatos, família é família, aluno é aluno e você é você (na praia, na escola e no escritório você é a mesma pessoa, ao menos que tenha algum problema).

No seu perfil pessoal, você vai adicionar “amigos” (na linguagem do Facebook) e pessoas com quem você tem ou pode vir a ter afinidades.

A cada postagem, você pode definir quem poderá ver e comentar sobre o assunto, como na foto:

Quando a gente empreende, o pessoal e o profissional se confundem com muita facilidade

Principalmente para quem empreende online e em casa como eu.

Eu escrevo esse texto com roupa de esporte, pronta para fazer uma caminha no sol, a menos 2 graus, enquanto minha gata aproveita o solzinho que está entrando pela janela para tomar banho e a TV me dá notícias em alemão no cômodo ao lado.

Mostrar um pouco da nossa vida cotidiana, dos bastidores do nosso negócio, pode ser inspirador para outras pessoas e criar uma conexão maior com nosso público. As pessoas gostam de saber que o está do outro lado da tela é uma pessoa e não um robô.

Sendo assim, algumas dessas memórias, podem sim nos aproximar do nosso público pois elas contam uma parte da nossa história.

Antes de continuar, eu ainda quero deixar claro a necessidade de diferenciar um perfil e uma página no Facebook.

Perfil no Facebook

Ao nos inscrevermos no Facebook, nós criamos um perfil pessoal. Com ele, nós nos conectamos aos nossos “amigos” através de um pedido de conexão, representado no botão “adicionar ao amigos”. Você pode enviar ou aceitar pedidos amizade, o que lembra aqueles bilhetinhos que nós enviávamos quando crianças para o coleguinha de classe perguntando “quer ser meu amigo?”.

Assim como nesses bilhetinhos, cada um tem a possibilidade de aceitar ou não o pedido de amizade.

Páginas/ Fanpages no Facebook

Um outro nível de relação, pensada pelo próprio Facebook para ser mais profissional, é a Fanpage. E não, você não precisa ser um superstar para criar uma fanpage. Ela servirá para estabelecer uma relação profissional com as pessoas interessadas no seu trabalho.

Aqui você vai compartilhar seus conhecimentos, leituras, vídeos, ofertas e um pouco da sua vida pessoal.

Compartilhar uma lembrança pessoal na sua página profissional já se tornou um hábito no Instagram através da hashtag #tbt , sempre na quinta-feira.

Se você não quer compartilhar fotos das suas férias nem da sua infância (o que eu entendo muito bem), você ainda pode usar as suas lembranças para contar a sua trajetória profissional.

Muitas das pessoas que me procuram na mentoria, têm uma formação acadêmica incrível, experiência e conhecimento de dar inveja, mas não encontram uma maneira de falar sobre isso.

Ora, uma foto pode ser uma ótima maneira de falar sobre a sua formação, de uma experiência profissional, uma viagem de estudos, a trabalho.

Mesmo os nossos posts ansiosos por um resultado, comemorando uma conquista antiga, tudo isso conta a nossa história e pode sim, nos conectar com o nosso público.

E como encontrar essas memórias nas redes sociais?

Lembranças no Facebook

No Facebook você encontra as lembranças diretamente no seu feed, pela manhã, ou pode acessar através do link: https://www.facebook.com/memories

Lá você encontrará seus posts relevantes no dia do mês, em outros anos. Eu acabei de clicar lá e olhem o que o eu encontrei:

A LAO Webinar não existe mais, mas eu vou contar um pouco disso tudo depois, ok? Agora, preciso terminar esse artigo pois ele já está longo demais!

Lembranças no Instagram

No Instagram, você pode recuperar suas lembranças nos stories. Clicando em “criar” você vai encontrar as diferentes opções e vai encontrar o “relógio” como símbolo do tempo. Clique nele para ver o que postou esse dia, no ano passado.

Bom, eu vou compartilhar essas duas memórias hoje no Instagram e no Facebook com meus dois projetos atuais:

Leila Adriano Ostoyke (eu) Professora e Empreendedora Digital no Facebook | no Instagram

Digital sem Mistérios com Leila Adriano Ostoyke no Facebook | no Instagram

Os dois vão contar histórias verdadeiras sobre mim e sobre o meu trabalho. Os dois vão contar histórias diferentes, de dois momentos diferentes da minha vida pessoal e profissional.

Como você usa as suas lembranças para fazer seu marketing pessoal nas redes sociais?

E você? Como está contando a sua história, se conectando com seu público e construindo sua memória nas redes sociais?

Conte aqui e se quiser, conte na sua rede! (se quiser, marque @leilaadrianoostoyke para que eu possa ver também e conhecer você um pouco melhor!

Encontre uma memória significativa e conte a sua história! É ela que faz de você essa pessoa única!

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